FLANAR, do francês "flâneur": Passear ociosamente; vaguear; perambular com inteligência. Um transeunte despreocupado, que goza a cidade de forma peculiar e caminha sem rumo,sem pressa, só pelo prazer de apreciar o que está à sua volta, parando aqui e ali para observar algo que chamou sua atenção ou para tomar um sorvete sentado em um banco de praça. Enquanto em lugares como São Paulo as pessoas só flanam nos shopping-centers, flanar pelas ruas de Paris é natural, instintivo, inevitável. A cidade parece feita para isso! Deve-se ressaltar que o flâneur é imparcial. Flanar pela cidade, serve, a quem lhe convém, de inspiração e ensinamento. A infinidade e aleatoriedade de acontecimentos, sensações que experimentamos no flanar, estimulam a reflexão e a comparação. No decorrer da história diversas pessoas tentaram teorizar o significado de Flâneur, inclusive o poeta Charles Baudelaire, que enxergava o papel chave do Flâneur como sendo o de entender o processo da modernidade, do urbanismo e do cosmopolitismo através do fluxo da cidade. Em termos artísticos, existem diversas escolas arquitetônicas e fotográficas que se denominam Flâneur, já que priorizam a participação daqueles que são afetados pelo desenho da cidade e pelo andamento da mesma.

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